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quarta-feira, 9 de março de 2016

As "desconhecidas" Artes Marciais Filipinas - VII

  • AMPLITUDE DO CONHECIMENTO

Como informamos ao longo das postagens, o berço do Kali/Arnis/Eskrima é o complexo arquipélago filipino, que abriga populações de culturas e costumes diversos. Logo, o que não falta são “estilos” e peculiaridades entre as diversas Escolas. Muitos aspectos em comum também não faltam. Impossível conhecer todas com propriedade? Provavelmente, sim. Seria trabalho para mais de uma vida inteira!

O traço que une as múltiplas vertentes é o fato de todas serem baseadas no uso de armas. As diversidades, porém, são muitas. Alguns sistemas consideram que há diferenças entre o uso de bastão e de lâmina longa; outras tratam ambas as armas sob o mesmo prisma. Umas assumem que sua tecnologia nasce da faca e se desdobra em diversas técnicas, inclusive desarmadas. Outras se valem de chutes altos e socos em seu repertório desarmado. Muitas sofreram nítida influência de outras artes marciais, enquanto algumas evoluem sob os princípios originais e mais tradicionais da arte. Algumas admitem aspectos esportivos, outras cultivam a natureza combativa pura.

Em face de tal diversidade, é importante escolher bem. Procuramos, em nossos círculos de treinamento, desenvolver a arte orientados por fontes de sólido conhecimento; legítimos representantes das Artes Marciais Filipinas. Por isso a AMK se acha vinculada ao Pekiti Tirsia Kali, e mais recentemente à PTTA - Pekiti Tirsia Tactical Association, em virtude de características, tais como: originalidade e pureza de conteúdo, extrema eficácia prática, simplicidade didática, objetividade lógica e pela enorme riqueza técnica que traz consigo, sem deixar de citar o caráter francamente evolutivo e criativo, contido no corpo técnico altamente versátil. O Pekiti Tirsia Kali é capitaneado, no mundo inteiro, pelo lendário Grand Tuhon Leo T. Gaje Jr.  Pekiti Tirsia Tactical Association é dirigida por seu fundador, o Tuhon Jared Wihongi.

Visando contínua melhoria da cultura marcial coletiva e individual, AMK promove e participa de seminários de intercâmbio e aperfeiçoamento, com Mestres, Professores e Instrutores cuja contribuição seja relevante e reconhecida nos planos nacional e internacional. Estamos certos de que essa política respeita o legado marcial legítimo de cada fonte viva de conhecimento, e concede aos estudantes, instrutores e professores, ótimas oportunidades de refinamento técnico, ampliação do cabedal marcial, filosófico e vivencial. Afinal, é consenso que o saber, em qualquer área, é um tesouro que cada um carrega por toda a vida. Nas artes marciais isso não é diferente. E as Artes Filipinas são um dos mais ricos tesouros de conhecimento existentes.


  • O KALI DIANTE DO MUNDO E DAS PESSOAS

Em décadas recuadas do Século XX, a migração de Mestres filipinos para outras localidades do planeta, sobretudo para o Estados Unidos e Europa, possibilitaram ao mundo ocidental o contato com essas fascinantes artes, que até então eram praticamente desconhecidas. Isso se deu, principalmente, nas décadas de sessenta e setenta, como consequência de instabilidades políticas pelas quais passavam as Filipinas, notadamente nos tempos da ditadura de Ferdinand Marcos a qual, como sói acontecer sob regimes autocráticos, reprimiu as liberdades e muitas manifestações intelectuais, artísticas e culturais daquela nação. Mas, como ao lado das crises também surgem as oportunidades, essas floresceram noutras terras, onde os Mestres puderam transmitir seu legado com tranquilidade e paz.

Naquela época o mundo aderia com grande entusiasmo à prática de artes marciais, sobretudo as chinesas e japonesas, arrebatado pelas demonstrações, proezas e feitos exóticos de mestres e praticantes. Bruce Lee e Chuck Norris, incontestáveis expoentes dessas artes, amparados pela potência da indústria cinematográfica, figuravam como ídolos e exemplos do “poder” das artes marciais. Os filmes de "lutas" se multiplicavam com espantosa velocidade, sempre contando com muita pancadaria, movida a Karate e Kung-fu... Paralelamente a tal fenômeno penetravam, silenciosa e discretamente, no ocidente “marcializado” por tais artes, os ensinamentos de (até então) desconhecidos Mestres filipinos. No período seguinte, nas últimas duas décadas do Século XX, as sementes plantadas em terras ocidentais frutificaram num intenso movimento de expansão e de busca na direção inversa, marcado por crescente procura, por parte de ocidentais interessados nas FMA, pelos mestres em território filipino, os quais passaram a receber muitos estudantes de varias partes do mundo. Dessa busca nasceu uma multiplicidade de sistemas, com expressões e importâncias diversas no seio das Artes Marciais Filipinas.

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No cinema, as FMA (e também o Pencak Silat) têm se mostrado cada vez mais presentes, em virtude dos movimentos e técnicas que ensejam emocionantes e dinâmicas coreografias, resultando em sequências de luta extremamente impactantes. Dentre os filmes relativamente mais recentes estão a trilogia Bourne, Operação invasão (The Raid - Redemption), The Raid 2, Busca implacável (Taken), Caçado (The Hunted) e o belo Merantau, que bem demonstram a impressionante versatilidade do Kali e do Pencak Silat em suas eletrizantes cenas.

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O Kali, por suas características, cresce e se difunde cada vez mais, como sendo arte marcial eletiva para o treinamento de muitas tropas de elite das mais destacadas forças armadas e policiais do mundo. Por que motivo? Porque o Kali foi feito para funcionar... e funciona muito bem! Em combates aproximados [“close quarters”], em ambientes confinados e situações que exigem luta corpo-a-corpo, em momentos extremos, quando se necessita neutralizar, deter ou eliminar o inimigo de maneira rápida, efetiva e com a menor exposição possível ao dano iminente, o Kali tem se mostrado ímpar, comprovando sua origem essencialmente guerreira. Agentes públicos, como policiais civis, policiais militares, guardas municipais, diariamente expostos a situações potencialmente perigosas, além de outros servidores públicos não ligados a funções diretas de segurança [como fiscais, agentes de trânsito, oficiais de justiça, inspetores e auditores, agentes de inteligência etc], cujas tarefas não permitam ou não comportem o porte de armas de fogo, encontram no Kali um valioso apoio à segurança e preservação da integridade pessoal em situações cuja tensão possa degradar para agressões físicas. Para profissionais de segurança privada se aplica o mesmo, especialmente em face das limitações legais às quais se acham sujeitos. Para praticantes de outras artes marciais, o Kali tem se mostrado, cada vez mais, como disciplina eletiva no aperfeiçoamento das aptidões individuais.

O mesmo se aplica ao público em geral, no que diz respeito a situações extremas que facilmente atingem o cidadão de bem, no cada vez mais violento ambiente urbano, quando diante de agressões fúteis, ataques por mero preconceito, violências motivadas por drogas, álcool ou “stress”, violência sexual, brigas de trânsito, tumultos motivados por fanatismo desportivo, ataques por mais de um agressor, etc, se acha exposto, vulnerável e com a possibilidade de fuga dificultada. O Kali, com seu rico repertório de recursos, atende satisfatoriamente a essas desagradáveis demandas...

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O Kali, e em especial o Pekiti Tirsia, NÃO é (muitos perguntam) um tipo de “defesa pessoal”, como tantos “sistemas” de “defesa” e “combate” que se multiplicam por aí. Esses, em geral são compostos por técnicas “eficazes”, escolhidas isoladamente, extraídas do corpo de uma ou de várias artes marciais e ensinadas como numa cartilha, onde cada ataque corresponde a uma resposta predeterminada ou a um conjunto predefinido de respostas tidas como “corretas”. Não, o Kali NÃO é uma caixa de truques marciais.Também NÃO é um esporte. É Arte Marcial na mais rigorosa acepção do termo; o Kali é completo em cada estilo que verdadeiramente o represente! 

Admitir como reais "sistemas de defesa pessoal” baseadas em fluxos de ataque e contra-ataque preconcebidos é mesmo subestimar a imprevisibilidade do ser humano, induzindo os estudantes a crer que eventuais agressores sejam estúpidos, ingênuos, ou meros autômatos, programados para atacar apenas de maneira que possam ser neutralizados com vitoriosas e “avançadas” técnicas de “defesa", as quais, a bem da verdade, costumam desmoronar diante da realidade da ameaça mortal, que exige ação imediata, decisiva, rápida e consciente; ação essa muitas vezes criativa e necessariamente eficaz, para preservar a integridade física ou minimizar os danos que se possa sofrer. A efetividade no campo da aplicação é o que têm mostrado o incomparável valor das Artes Marciais Filipinas, que são completamente funcionais e aplicáveis em toda sua extensão.

Claro e óbvio que jamais aqui se incentiva a temerária e suicida reação contra uma violência iminente, como num assalto suportado por armas de fogo. Porém, seria hipocrisia e estupidez afirmar que “nunca”, como muito se apregoa por aí, se deve repelir uma ameaça armada. Os “especialistas” que advogam irrestritamente tal posicionamento, por questão de honestidade para com o semelhante deveriam incluir em sua doutrina a seguinte observação: todo roubo carrega em si o potencial latrocínio, o potencial estupro, a potencial lesão corporal gravíssima, o potencial sequestro, etc.

Naturalmente, um pensamento minimamente inteligente não indica reagir, mas AGIR, caso se apresentem condições reais para tal, o que implica em atitude interna, preparação permanente, equilíbrio, ponderação, bom senso analítico e capacidade de admitir (com tranquilidade) quaisquer consequências que possam resultar de um conflito, inclusive a morte, seja alheia ou a própria. Isso demanda treinamento externo e interno (psicológico), num processo de reeducação que constrói segurança concreta, e não apenas a ilusória "sensação de segurança" tão propalada pela mídia. E quando dizemos segurança, não nos referimos apenas à física, mas a todos os benefícios que incidem sobre a personalidade e o caráter, contribuindo para a construção de seres humanos melhores, mais serenos, tranquilos e felizes consigo mesmos, pois nada é mais realizador para alguém que sentir-se realizado como pessoa, que vive em constante crescimento e aperfeiçoamento de seus próprios potenciais.

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Falamos muito sobre coisas desagradáveis, como conflito, combate, etc. Tudo para criar certo contraste e assim deixar claro o que realmente importa, a vida, a proteção, o bem-estar, o respeito e a harmonia que devem prevalecer entre as pessoas. Ora, quanto ao risco de morrer, em qualquer situação que a vida nos apresente, por mais comum que essa situação possa ser, vale dizer que esse “risco” é inerente à condição humana e é diretamente proporcional ao “risco” de viver. Mas a grande maioria das pessoas só imagina eventos poderosos e trágicos determinando a morte. Poucos enxergam com honestidade a alta probabilidade de “bater as botas” por uma intoxicação alimentar, por asfixia de origem alérgica, pela base do crânio partida numa queda no banheiro, pelo gás que exala no silêncio da noite em casa, pelo cão feroz que escapa, por um choque elétrico, pelo vaso de flores que cai de um prédio, por um mero susto, etc, etc, etc. Eventos muito simples e presentes todos os dias. Todos exemplos de ocorrências corriqueiras, que fazem parte das possibilidades da vida, contra as quais contamos com a educação e cuidados pessoais, com o auxílio dos semelhantes e, acima de tudo, com a Misericórdia Divina...

Exemplo da complexidade e da exatidão que deve ter a preparação pessoal para situações extremas de conflito, do tipo “tudo ou nada”, se acha visível na equivocada ideia de que, por “dominar” alguma uma arte marcial ou frequentar “cursos” de defesa “avançada” ou simplesmente por portar uma arma de fogo, alguém se encontra apto a enfrentar (com êxito) um ataque. Tomemos como exemplo um ataque com faca, que é muito comum. Normalmente um “lutador experiente” acaba seriamente esfaqueado, cortado, quando não sucumbe sob a lâmina do agressor decidido. O homem comum, armado de revólver, pode ser que se saia bem em ambiente aberto, principalmente a distância segura, se prever o perigo e sacar sua arma antes, etc..., contando que acertará um ou mais tiros efetivos sob a forte tensão do momento. Agora, imagine-se num carro sendo abordado por uma faca ou objeto pontiagudo, como um gargalo de garrafa, no pescoço; imagine-se no meio de um tumulto, rodeado por várias pessoas agitadas, aproximando-se e afastando-se freneticamente; imagine-se no escuro, na rua, durante um apagão numa grande cidade; imagine-se dentro de um elevador, com alguém tendo um surto psicótico violento; imagine-se agarrado por alguém armado com um simples estilete [ou mesmo desarmado]... Pode ficar muito difícil usar o revólver, não é mesmo...?

No tocante às facas e instrumentos análogos, acreditem: quem ataca com uma faca via de regra está muito determinado, muito motivado, decidido a fazê-lo com sucesso e normalmente logra êxito. Afinal, numa simples comparação, ao atirar nos outros é fácil errar; ao atacar com faca, a chance de erro é mínima, especialmente porque o atacante procura todas as condições favoráveis para investir, para minimizar as resistências e a capacidade de revide por parte da vítima. É por razões assim que as Artes Marciais Filipinas trabalham com manejo de armas desde o início e propõem ênfase no ensino da atitude mental e física adequadas a agir em situações críticas.

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Afirma-se que FMA são artes ímpares em combate. Mas não se diz tal coisa por arrogância, ou por estúpida pretensão de superioridade, ou porque se deseje desmerecer as demais artes marciais, pois todas, sem exceções, são dignas de imensurável valor. O que se enfatiza é que a natureza e a filosofia do Kali são assumidamente voltadas para a sobrevivência, para a abreviação dos conflitos, para o combate e proteção efetiva, quando necessário. Ora, não se tem notícia histórica de que algum povo tenha tido suas questões coletivas de sobrevivência tão comprometidas com artes de combate quanto nas Filipinas, Indonésia, Malásia e vizinhanças próximas. Quando muito, aos demais povos as artes marciais ajudaram nas batalhas e na resistência contra os males de invasores e tiranos. Talvez, na Tailândia se encontre uma exceção, expressa no Muay Boran (arte de guerra, da qual surgiu o Muay Thai) e no Krabi Krabong, extensão armada das artes tailandesas. Mas a verdade é que os “povos dos arquipélagos” foram, em diversas ocasiões, os que tiveram situações vitais, coletivas, massivas e ostensivas, decididas pela força das artes marciais. Basta examinar a história para verificar que no Japão medieval e na antiga China técnicas militares costumavam ser baseadas em artes marciais, mas não eram as próprias em seu todo. Por força de mil e uma imposições e restrições de ordem prática [como a necessidade de treinamento rápido de grandes contingentes], e outros impedimentos de ordem política, legal [eram comuns as restrições às armas para o povo, como na velha ilha de Okinawa, nos primórdios do Karatê há muitos séculos], as artes marciais acabavam relegadas a segundo plano, ou eram reservadas a determinadas classes mais proeminentes. Exemplo disso era a permissão de uso de espadas apenas para os nobres em algumas sociedades. Reforçando o que acabamos de afirmar, as Artes Filipinas e suas armas sempre fizeram parte dos costumes ancestrais do povo, nunca tendo figurado como coisas restrita a determinadas castas, clãs, ou classes de pessoas, como no Japão feudal, quando havia samurais e apenas samurais aprendiam coisas de samurais, e por aí vai... As Artes Marciais Filipinas sempre foram coisa ligada à população daquelas ilhas, tanto que, em 2006, sua importância foi oficialmente reconhecida, quando se tornaram objeto de proteção pela chamada Lei do Arnis, que as define como patrimônio cultural do povo filipino.

Para dirimir dúvidas a respeito do Kali, não nos dispomos a defender posições de “comprovação”, de “superioridade”, ou a “debater” o assunto, pois polêmicas são desgastantes e inúteis em face dos fenômenos humanos. Todavia, chamamos a história, o tempo e os eventos como testemunhas. Acima de tudo, especialmente, convidamos aos leitores que acompanharam estas nossas singelas postagens a vivenciar o Kali, para que cheguem às próprias conclusões sobre tudo o que oferecem essas maravilhosas, embora ainda “desconhecidas”, Artes Marciais Filipinas.

Obrigado a todos!

Mabuhay!

R.Teixeira


Leia também, clicando nos links abaixo:




segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Pekiti Tirsia Tactical Association - Agora em Minas Gerais!

Pekiti Tirsia Tactical Association - PTTA, uma das mais respeitadas e atuantes organizações internacionais, dedicadas à prática e desenvolvimento do Pekiti Tirsia Kali em âmbito operacional, voltado para operadores táticos e forças de segurança ao redor do mundo, agora se encontra presente, também, no Estado de Minas Gerais, através do grupo Pekiti Tirsia MG, da Associação Mineira de Kali - AMK.
Certos de que isso representa um importante passo para as verdadeiras Artes Marciais Filipinas no país, com muita honra e alegria recebemos a oportunidade e a responsabilidade de trabalhar junto à PTTA, para a difusão do que há de melhor em tecnologia pessoal de combate.
Agradecemos ao Tuhon Jared Wihongi, e à toda equipe PTTA/ Pekiti Tirsia Kali South America por nos admitir como membros dessa magnífica irmandade marcial.
De todo coração, nosso muito obrigado!
Mabuhay!
Moyses Perillo de Carvalho
Ramon C. Teixeira




















domingo, 26 de julho de 2015

Pekiti Tirsia Tactical Association

Pekiti Tirsia Tactical Association foi fundada pelo Tuhon Jared Wihongi em 2002. A ideia de uma associação dedicada à aplicação tática do Pekiti Tirsia foi baseada na extensa experiência do Tuhon Jared como Treinador Policial, Operador da SWAT e Instrutor de técnicas de combate junto às Forças Especiais do Exército. O conceito original de Pekiti Tirsia Tactical Association era de uma organização dedicada ao treinamento do Método Tri-V do Pekiti Tirsia Kali com estrita ênfase em aplicação tática. Desde então a missão tem se desenvolvido para abranger as metodologias de treinamento do "Pekiti Tirsia Clássico" além do Método Tri-V.

A maior parte dos Instrutores Seniors dentro da PTTA são Operadores Policiais/Militares da ativa, da reserva e treinadores de "uso da força" de todas as partes do mundo. Por assim ser, PTTA tem crescido em escolas afiliadas e organizações com grupos de estudos compostos principalmente de entusiastas civis, bem como de operadores policiais/militares.

Nossa busca pelo conhecimento e guiada pelo Grand Tuhon Leo T. Gaje Jr., que apoia oficialmente a PTTA e atua como Consultor Técnico Chefe junto ao Corpo de Diretores. PTTA é uma das várias organizações que opera sob a égide da Pekiti Tirsia Global Grand Alliance. 


Tuhon Jared Wihongi

Pekiti Tirsia Kali

"Pekiti Tirsia Kali é uma arte de combate aproximado altamente eficaz, originária da região de Visayas, nas Filipinas."
Baseada sobre táticas e estratégias derivadas do uso de lâminas, Pekiti Tirsia Kali é um sistema completo, que incorpora tanto métodos com armas, quanto com mãos vazias. Criado para combate contra um ou múltiplos adversários, Pekiti Tirsia é uma antiga arte, que tem evoluído para continuar relevante diante dos modernos cenários de combate e defesa pessoal.

Pekiti Tirsia é comprovadamente eficaz em combate e de inestimável valor para o preparo de forças policiais e comunidade militar. Em seu país de origem, Pekiti Tirsia tem se tornado a base dos programas oficiais de treinamento em combate das Forças Armadas Filipinas e Polícia Nacional. 
Internacionalmente, tem sido ensinado a milhares de integrantes das Polícias e Forças Especiais nos Estados Unidos, Europa, Índia, Rússia e através da Ásia.



Grand Tuhon Leo T. Gaje Jr.


No Brasil PTTA & PTK South America 

Embora o presente texto seja uma tradução do conteúdo disponível no teampekiti.com, não poderíamos deixar de informar que, no Brasil, Pekiti Tirsia Tactical Association e Pekiti Tirsia Kali South America, atualmente conta com grupos no Estado de São Paulo, liderados pelo Lakan Guro Waldevir Jr. e no Rio de Janeiro, liderados pelos Lakan Guros Marcílio Silva e Ricardo Medina.  

The Pekiti Tirsia Tactical Association was founded by Tuhon Jared Wihongi in 2002. The idea of an association dedicated to the tactical application of Pekiti-Tirsia was based on Tuhon Jared’s extensive background as a Police Trainer, SWAT Operator and an Army Special Forces Combatives Instructor. The original concept of the Pekiti Tirsia Tactical Association was an organization dedicated to training the Tri-V Method of Pekiti-Tirsia Kali with a strict emphasis on Tactical Application. The mission has since grown to encompass “Classical Pekiti-Tirsia” training methodologies in addition to the Tri-V Method.

Most Senior Instructors within the PTTA are current and former Police/ Military Operators and Use-of-Force trainers from around the world. This being the case, the PTTA has expanded to the point where most affiliate schools have classes and organizations with student bases made up primarily of civilian enthusiasts, as well as police/military Operators.

Our pursuit of knowledge is guided by Grandtuhon Leo T. Gaje Jr. whom officially endorses the PTTA and acts as Chief Technical Advisor to the Board of Directors. The PTTA is one of several organizations that operates under the umbrella of the Pekiti-Tirsia Global Grand Alliance.


Pekiti Tirsia Kali 
"Pekiti-Tirsia Kali is a highly effective close-quarters fighting art indigenous to the Visayan region of the Philippines."
Based on tactics and strategies derived from edged weapons, Pekiti-Tirsia Kali is a complete system incorporating both weapons and empty hands methods. Designed for both single and multiple attackers, Pekiti-Tirsia is an ancient art that has evolved to stay relevant for modern combat and self-defense scenarios. 
Pekiti-Tirsia is proven effective in combat and invaluable for preparing Operators of the law enforcement and military community. In the country of origin, Pekiti-Tirsia has become the basis for the official combatives programs of the Armed Forces of nthe Philippines and Philippine National Police. Internationally, it has been taught to thousands of police and military Special Operations personnel in the United States, Europe, India, Russia and across Asia.



  
 




terça-feira, 7 de outubro de 2014

This is Kali!

Publicamos o vídeo abaixo para prestar um esclarecimento, mais direto e menos expositivo, aos amigos que costumam perguntar o que é o Kali, como funciona, etc. Nossa opinião é de que o material é ótimo, prestando-se muito bem para fins de apresentação "panorâmica" da arte. Seus protagonistas são mestres ou exímios praticantes do Kali, mormente professores e instrutores de notória expertise.





segunda-feira, 30 de junho de 2014

As "desconhecidas" Artes Marciais Filipinas - VI

QUEM PODE PRATICAR KALI... E OUTROS ASSUNTOS


Considerando que o aprendizado se baseia no uso de armas, não exigindo grandes dotes de força, nem a condição física de um triatleta, nem a juventude como requisito essencial para “aguentar” o treinamento, nem categorias de peso, nem dietas rigorosas, pode-se afirmar com tranquilidade que praticamente todas as pessoas podem aprender e praticar o Kali, se desenvolvendo plenamente e aproveitando os benefícios da arte, desde que não sofra de limitação física capaz de inibir drástica ou totalmente a mobilidade. A arte é feita para a vida, para a vida comum, para a pessoa comum, a qual, na medida em que se desenvolve, vai se tornando em alguém com habilidades incomuns.

É óbvio que alguma capacidade aeróbica é desejável mas isso, bem como a força, se desenvolve com o próprio treinamento. A mecânica inerente a cada exercício ajuda a melhorar a capacidade muscular funcional, o que é muito bom para quem sente dificuldades para executar certos movimentos no dia a dia. Vale acrescentar, sobre a movimentação, que o Kali trabalha intensa e fundamentalmente a bilateralidade corporal. Exemplo disso são as técnicas denominadas “sinawalli” [“entrelaçamento”], que o estudante aprende com bastões em ambas as mãos e, com a prática, adquire segurança, habilidade e fluência também com outras armas. O Kali proporciona também uma considerável melhoria na percepção espacial, na educação das respostas baseadas em reflexos (transformando-as em atos conscientemente dirigidos), enfim, no aprimoramento da consciência corporal como um todo. Em boa parte, esses benefícios estão intimamente ligados ao fato de que o Kali se aprende, inicialmente, com armas. Afinal, como costumamos repetir, alguém pode se dar ao “luxo” de ser atingido por um soco, ou um chute, ainda que esses machuquem muito, mas ser atingido por um objeto contundente ou por uma lâmina é completamente diferente. Assim, tirar o condicionamento das respostas reflexas naturais e desenvolver outras, mais conscientes e mais ricas em possibilidades, bem como reconstruir a percepção natural de espaço e distância, são benefícios que o estudante encontra na prática do Kali. Além disso, contribui para melhorar o controle e a estabilidade emocional, dentre outros aspectos. Acrescente-se a isso o fato de toda a movimentação, tanto os deslocamentos, quanto a execução de técnicas, ser obediente a padrões geométricos bastante exatos, o que ensina ao praticante o mover-se com eficiência, leveza, graça e precisão, aprendizado que é muito útil no dia a dia, contribuindo para aumentar a segurança e para reduzir a “propensão para acidentes” de que muitos padecem, ajudando o indivíduo a ser, como é comum dizer, “menos estabanado”. O estudante de Kali passa a interagir melhor com o espaço ao seu redor…

Seguindo adiante, respondamos a algumas questões [dentre inúmeras] que talvez possam surgir em sua mente, amigo leitor:


Por que praticar uma Arte Marcial Filipina?

Porque faz bem, porque é agradável, porque é diferente, porque é relativamente leve, porque é divertido e, acima disso, porque é útil, muito útil por sinal. O Kali pode salvar sua vida, não “virtualmente”, como outras artes marciais prometem mas, de fato, pode fazer a diferença entre a vida e a morte numa situação extrema. Como afirmado ao longo de nossas postagens, trata-se de uma verdadeira arte de combate, o que ressalta sua utilidade diante da necessidade de sobrevivência e de preservação da própria integridade, nestes tempos marcados por crescente agressividade e violências sem sentido. Mas isso não significa que sua prática seja brutal, arriscada, ou regada a contusões e outras lesões. Nem significa que você será “transformado” em algum tipo de “matador” ou “ninja assassino”, com o perdão das expressões. Pelo contrário, o aprendizado é dos mais tranquilos e a prática é das que mais seguras que existem, além de que o estudante tende a se firmar como pessoa mais pacífica, uma vez que se torna mais consciente do próprio potencial e da crescente capacidade de autoproteção.

Diante desta explicação, pode se tornar difícil imaginar que seja, como acima dito, divertido treinar Kali. A realidade, porém é esta: poucos ambientes onde se pratica artes marciais são tão leves, descontraídos e alegres quanto os círculos do Kali. Predominam a receptividade, a confiança, a união e o bom humor..., mesmo em dias de treino intenso. Em boa parcela, o clima ameno e fraterno se deve à natureza da arte, que não é voltada para a competitividade arraigada, que não pretende formar “campeões”, que não se preocupa com disputas do tipo “ganhar ou perder” para provar posições fugazes e inconsistentes diante dos outros. Não se reserva espaço para o egocentrismo banal, nem para a autoafirmação insensata, nem para quem busque, num círculo de Kali, “descarregar” frustrações, raivas, ódios e outros venenos do espírito. Os grupos de Kali, e suas respectivas vertentes são feitos para o desenvolvimento humano em sua harmonia e equilíbrio. Nossa Grande Arte carrega uma grande responsabilidade pois se origina da guerra. Logo, está intimamente comprometida com a vida, com a preservação e com a plenitude desta. Por isso, não comporta mentalidades turvadas por rancores, ódios, preconceitos e outras misérias da alma. O Kali representa o espírito guerreiro de todos os que amam a vida e buscam a felicidade. Assim, a alegria está na essência da arte...


Praticar Kali emagrece?

Se disséssemos simplesmente que “sim, emagrece” não estaríamos sendo honestos com quem deseja exercícios para queimar gordura, mas não temos dúvidas de que muita gente iria querer aprender só por esse motivo. Ora, nem por questões de marketing afirmaríamos tal coisa, pois não é verdade, assim como não é verdade dizer que sim em relação APENAS a quaisquer exercícios que prometem uma silhueta "fininha", sem um método e uma disciplina que torne isso uma realidade. É claro que uma arte marcial ajuda, como a ginástica numa academia ajuda. Ou seja, a prática persistente e sistemática, aliada a dietas adequadas, orientação profissional e disciplina de hábitos, é que realmente faz emagrecer de maneira saudável. Certamente, os exercícios do Kali [aeróbicos por excelência] podem dar uma mãozinha, com a vantagem de se aprender uma arte marcial que funciona plenamente para a vida toda, além do que, por desenvolver a disciplina e a excelência das aptidões individuais, o Kali acaba contribuindo num ponto importantíssimo quando o assunto é emagrecer, que é o fortalecimento da vontade! Mas a resposta final ainda é: sozinho não emagrece.

Uma coisa curiosa, e que merece ser dita, é que muitos praticantes de Kali comportam uns “quilinhos a mais” no corpo. Aliás, não faltam instrutores e mestres com estas características no mundo do Kali [se você procurar na Internet vai encontrar com facilidade]. Mas, não se engane pensando que eles podem padecer de agilidade, força, fôlego, ou saúde, pois o treinamento desenvolve movimentação harmoniosa, leve, rápida e ágil, além de excelente condição de saúde, sejam quais forem as características físicas individuais.


Existe algum sistema de graduação? Como funciona?

No Kali, a exemplo das outras artes marciais, existem “graduações” que servem pra indicar o progresso do estudante, assinalando a competência adquirida no aprendizado. A graduação é conferida pelo Professor ou pelo Mestre como função natural, a partir da observação continuada. O aluno é avaliado sempre, em cada treino, como entidade técnica e noutros aspectos, de natureza moral e de convivência com os demais. Há de se saber a técnica, mas há de ser boa pessoa. Vale assinalar que no Kali a graduação assinala a caminhada do estudante e não, como muitas mentalidades diminutas pretendem, qualquer tipo de “superioridade” ilusória, a que tantos se apegam, na esperança vã de se sentirem melhores em face das próprias frustrações ou de uma baixa autoestima. Nada disso. Os graus representam o quanto se caminhou e a responsabilidade inerente aos passos dados. São, também, incentivos para o futuro, convidando o estudante a continuar aprendendo...

Quanto ao formato dos “graus” em si, esses são denominados e simbolizados de acordo com o critério de cada Escola; algumas adotam o sistema de faixas e cores, herdado das artes marciais japonesas e muito familiar no ocidente; outras adotam designações e títulos tradicionais que, aliás, têm muitas nomenclaturas, conforme a região donde se originaram, adotando ou não símbolos, como cores no uniforme, etc.

O tempo rege a evolução de todas as coisas. Nas artes marciais em geral conjuga-se tempo de treinamento e metas curriculares para conceder-se ao aprendiz a oportunidade de ser avaliado e “progredido”. Todavia, ao que parece, existe uma inclinação geral, se assim podemos dizer, das Escolas de Artes Marciais Filipinas se orientarem mais por metas alcançadas que por tempo de treinamento, podendo ainda conjugar ambos os critérios, para que o estudante possa receber uma nova graduação. O progresso depende de você apenas. Logo, se conseguir cumprir satisfatoriamente os requisitos técnicos exigidos, você pode almejar... Fica fácil concluir que o Kali exige do estudante um bom conhecimento das próprias capacidades, limites e boas doses de realismo e honestidade para consigo mesmo.

Afirmamos acima que importa mais atingir o aprendizado efetivo que o tempo de treinamento para alcançar "graduações" no Kali. De maneira alguma isso significa que, numa eventual avaliação, o simples fato de o aluno apresentar com APARENTE perfeição as técnicas que lhe cabe conhecer lhe garantirá o grau almejado. Não, o aluno deverá mostrar, em cada oportunidade de treino formal, que realmente assimilou o que lhe foi ensinado. O Kali, sendo uma arte guerreira por excelência, cuja filosofia e prática se pauta no binômio extremo (vida ou morte), não admite que alguém “finja aprendizado”. Afinal, se tiver que enfrentar um conflito real, você pode ter o desgosto de dar prova de que nada aprendeu, simplesmente morrendo… Por isso, se você pretende estudar Artes Marciais Filipinas, tire da cabeça o ilusório status que uma graduação lhe pode conferir e preocupe-se em aprender, em tornar cada técnica parte de sua própria natureza, a fim de que elas fluam e se manifestem tão facilmente como respirar…


Existem torneios e competições? Eles fazem parte do currículo?

Isto também representa uma enorme variável no universo das FMA, pois há Escolas que valorizam as competições visando promover aspectos esportivos da arte, enquanto outras Escolas não consideram a competitividade como aspecto relevante. Ambas as perspectivas são igualmente válidas e amplamente discutíveis. Particularmente, consideramos que a natureza do Kali não é desportiva, motivo pelo qual não incentivamos tais atividades, pelo que, caro leitor, você [que talvez possa ser um entusiasta dos torneios de artes marciais] se pergunte qual seria razão. A resposta está ligada a alguns fatores simples, o primeiro deles histórico: o Kali é nascido da guerra, logo é uma arte voltada para situações reais de confronto. Outro motivo é que, para moldar-se a limitações e regras desportivas, uma arte marcial deve necessariamente se despir de algumas de suas características mais importantes, como ocorreu por exemplo com o Taekwon-do e o Karate-do, a fim de que pudessem ser admitidos como esportes olímpicos. Acreditamos que tais adaptações esportivas, ao suprimirem técnicas e com isso a liberdade de ação do “competidor”, com o tempo acabam por determinar para ao praticante novos condicionamentos que se podem consolidar em restrições inconscientes no campo da ação. Limitações perigosas, que poderão ser muito prejudiciais e até fatais caso a arte tenha que ser invocada numa situação hostil de verdade. Ora, não cremos que seja adequado condicionar uma arte baseada na ideia de sobrevivência a comportamentos que acabarão por restringir as capacidades do aluno, conduzindo-o a deixar de ser um artista marcial, com pleno conhecimento de uma arte íntegra e integral, para se tornar alguém que tenha como foco de treinamento apenas determinadas técnicas desportivamente admitidas. 

Cabe, contudo, esclarecer que sim, costumamos promover lutas em nossos círculos de treinamento. Nunca para “provar” uma falsa, tola e imatura ideia de superioridade individual mas, essencialmente, para aprimorar a habilidade pessoal, para aplicar as técnicas aprendidas e estudadas, para desenvolver agilidade, para aprimorar os reflexos e a coordenação motora, para melhorar e beneficiar a condição física e aeróbica dos estudantes, para adestrar a mente e o corpo ao enfrentamento de tensões e para refinar a capacidade de tomar decisões em qualquer contexto. Enfim, a luta serve para ajudar no desenvolvimento global, inclusive no campo interno, o das Virtudes, pois nos “combates” o estudante pode conhecer melhor a si mesmo, identificando as próprias deficiências, aprendendo a superá-las, incorporando assim a humildade, o discernimento, a segurança, a paciência, a tolerância e a perseverança, tão necessárias ao enfrentamento das situações comuns à vida cotidiana. Ainda, cabe dizer que nossos “confrontos” são realizados com uso de equipamentos de proteção individual [EPI], sobretudo óculos e armamento adequado [bastões espumados, facas de material emborrachado ou espuma densa, luvas, etc]. Pode lutar sem susto, caro leitor!

No âmbito da AMK (Associação Mineira de Kali, ancestral do K1307), ressaltamos, as práticas combativas permanecem voltadas exclusivamente para o aprimoramento geral dos estudantes. Nessas ocasiões que cada qual pode aplicar os conhecimentos adquiridos, perceber suas próprias dificuldades, corrigir falhas e “testar” as próprias habilidades, exercitando seu “espírito guerreiro” num clima saudável e descontraído, onde predomina a amizade.

Kali MG - treinamento combate faca

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Nessas lutas, durante os treinamentos, existe distinção em categorias individuais?

Pode ser que haja distinção, se considerarmos as diversas Escolas. Nos círculos do K1307 não praticamos qualquer discriminação no tocante a combates armados, sendo a única exceção aquela que diz respeito às crianças que, pela própria condição demandam cuidados adicionais, especialmente quanto ao uso de armas, até certa idade restrito aos bastões, por serem estes instrumentos indispensáveis aos aspectos pedagógicos do Kali. No mais, homens, mulheres, jovens e idosos, combatem em condição idêntica, sem separação em categorias, prevalecendo o princípio de adaptação das próprias características às do oponente, mesmo porque o Kali, sendo voltado para atender a situações reais, não se atém à crença ilusória de alguém possa se dar ao luxo de escolher adversários. O amigo leitor, caso venha a se tornar um estudante, ficará surpreso ao constatar como a lógica da condição física superior pode ser facilmente contrariada, inibida, anulada e destruída nos combates.
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Crianças, adolescentes, idosos e a prática do Kali. Como ficam?

Esclarecendo um pouco mais, falemos sobre os mais jovens, especialmente as crianças. Afirmamos acima que os pequenos treinam e podem participar das lutas com restrição de armamento (limitado ao bastão) entre os sete e os dez anos, e cuidados especiais. Esses cuidados não dizem apenas respeito à luta em si, mas principalmente à educação baseada na atividade, quais sejam, ao uso construtivo da abundante energia de que são dotados, à canalização da agressividade natural, ao respeito devido aos pais e aos semelhantes, à disciplina consciente nos afazeres, ao senso de cumprimento dos próprios deveres [especialmente os escolares!], ao senso de colaboração, ao desenvolvimento das habilidades físicas, ao controle emocional, ao estímulo de soluções criativas para situações diversas e adversas com tranquilidade, boa disposição e equilíbrio. Esse último ponto é muito interessante [e até divertido durante os treinos] e se mostra muito claro quando é dada à criança a oportunidade de “enfrentar” os colegas adultos, que naturalmente transformam seus “ataques” em estímulos para os pequenos lutadores os quais, em sua expectativa agitada, aprendem a lidar com “desafios”, muitas vezes vistos pela perspectiva infantil como difíceis ou de solução impossível. A cada “ameaça” defendida pela criança com esquivas, movimentos, bloqueios, etc, a comemoração, a torcida e os aplausos são inevitáveis, sendo ao final coroado com as observações, correções e respostas do instrutor às muitas perguntas que cada pequenino despeja aos montes, desejando saber como foi o desempenho na luta. Ao longo do tempo a nota mais marcante neste aspecto tem sido a melhoria da comunicação, do entendimento, da disciplina e da aproximação, especialmente entre pais e filhos que treinam juntos, o que temos tido o privilégio e a grata satisfação de testemunhar no decorrer das atividades. A criança se sente integrada e valorizada pela prática do Kali.

E quanto aos idosos? Conforme dissemos alhures, o princípio da adaptabilidade prevalece na prática do Kali, o que permite que o aluno, mesmo se achando “enferrujado”, desenvolva sua técnica com tranquilidade e indiscutível eficiência, o que é muito fácil de se ver nos “combates”. Temos visto inúmeras vezes a habilidade, as virtudes e a experiência [adquiridas ao longo da vida], aliados ao domínio da técnica, suplantar com grandes vantagens a “força dos mais jovens”, sem falar na melhoria da capacidade física e mental, da agilidade, do equilíbrio, do sentimento de segurança, da vitalidade e da boa disposição que vemos despontar, empolgando os colegas da terceira idade durante os treinos. Parece brincadeira, mas não é: no contexto do Kali, aquela conhecida figura do velhinho “armado” com uma bengala se torna pura realidade..., muito eficaz e até letal, diga-se de passagem. O Kali mostra ao indivíduo que ele tem qualidades que não se perdem sob o fluxo do tempo, o que desperta o ânimo e a alegria de viver.













Como é considerada a ideia de combate, tão referida no Kali?

Ao contrário do que se pode imaginar ingênua e romanticamente, a ideia de combate não comporta exatamente uma disputa ou medição de forças mas, antes de tudo, a ideia de uma contraposição de interesses em situações onde os meios pacíficos de composição, de entendimento mútuo, de persuasão e convencimento racionais já se acham esgotados, restando como único e último recurso o uso da força para solução da questão e garantia da integridade geral. Quando o Direito não se expressa pelo respeito à vida; quando a Virtude do Respeito espontâneo, conquista evolutiva e moral da humanidade, se acha em falta pela violência de outrem, a última "razão" ("extrema ratio") que resta é o uso de força para restaurar a paz e preservar a integridade de quem se vê passível de ser vitimado pelo ato violento. Tal tipo de cenário somente costuma se apresentar na vida, não nos ringues ou octógonos, mas em situações de perigo real e imediato, nas quais a vida e a sobrevivência estão no centro das necessidades.

Por isso, em relação ao Kali sempre afirmamos que a luta não é valorizada, ao contrário do que ocorre com as artes onde o aspecto "competitivo" predomina. Valor real é a inexistência de conflito, a paz. Logo, no universo do Kali, inclusive no que toca ao aprendizado da luta desarmada, se aplica o princípio da finalização da contenda e não de sua prolongação, como “medição de forças” ou disputa competitiva [tão valorizada na em nossa cultura ocidental].

As Artes Marciais Filipinas não "se fizeram presentes" nos campos de batalha destacando-se como algo excepcional. Elas, de fato, faziam parte do dia a dia dos povos e das pelejas tribais nas Filipinas de outrora. E estiveram massivamente presentes em muitos conflitos contemporâneos, com muito êxito mesmo diante do predomínio do uso de armas de fogo, estas que, em distâncias curtas e corpo-a-corpo de combate (close quarters), se mostram de uso difícil e, muitas vezes, impraticável. Aqueles que lidam profissionalmente com segurança pública e privada, policiais, guardas municipais e agentes privados, além das pessoas comuns que lograram êxito numa, como é comum dizer, "luta corporal", contra indivíduo munido de arma de fogo, sabem o quanto é importante e vital desmobilizar o quanto antes o oponente. Combate significa deter uma agressão no menor tempo e com a máxima eficácia possível!

Os princípios da sobrevivência e do restabelecimento da paz prevalecem na filosofia prática do Kali. Por isso todas as técnicas, mesmo as desarmadas, sempre se apoiam numa precisa tecnologia de desmobilização rápida do atacante, com recursos [sempre] incapacitantes em vários graus. Por isso, como dito anteriormente, o estudante recebe reforços constantes, relativos ao senso de responsabilidade no aprendizado e em relação ao próprio comportamento na vida diária, que deve ser pautado pelo respeito, pelo bom entendimento e pelo reconhecimento dos valores mais altos da existência humana.

Podemos considerar o Kali uma arte marcial voltada para a defesa pessoal?

A resposta a tal pergunta não é simples, a ponto de ser satisfeita com um simples "sim" ou "não". Como deve ter ficado claro neste artigo e nos precedentes, o Kali é uma arte guerreira por excelência e, como tal, contempla em sua natureza a ideia primordial de supressão e destruição da capacidade ofensiva do atacante, seja com efeitos temporários ou permanentes, sempre segundo uma postura ou atitude positiva, isto é, de forma ativa. Sob esse ponto de vista, o atacante e seu ataque são considerados alvos. Em termos comuns, diante de uma agressão (onde seja viável uma resposta), a atitude é, basicamente, "partir para cima" e fazer cessar o ataque, utilizando o conhecimento sob a tática adequada, para anular o ataque de maneira rápida e definitiva. Logo, a ideia comum, que prevalece em torno das técnicas de "defesa pessoal", baseadas em uma atitude passiva e receptiva, onde se usa bloqueios, esquivas e contragolpes para incentivar o agressor a desistir, ou para dominá-lo, não constitui objeto de preocupação para o estudante de Kali no âmbito do K1307, que é ensinado a interagir com a imprevisibilidade do oponente de maneira adequada a assegurar ao máximo sua integridade ou daqueles a quem proteja.

Que nos perdoem os adeptos da "defesa pessoal" baseada em circuitos de estímulo-resposta condicionados mas, a bem da verdade, não se pode contar com expectativas ou "cartilhas" onde ataques e reações de defesa são descritos de forma conjugada ou como "possibilidades". O ser humano é imprevisível por excelência e, por força desse princípio, não nos parece lícito condicionar alguém a um conjunto de técnicas que prevêem ataques deste ou daquele tipo, aos quais se responde com defesas pré-fabricadas. Suponha, caro leitor, que você se torne um "expert" em defesa pessoal, que tenha estudado mil e uma formas de se desvencilhar quando agarrado e contra-atacar com este ou aquele golpe. E se o agressor surge ameaçando com fintas de faca? E se ele vem com um porrete, um facão, um soco, um chute, acompanhado de um comparsa, etc? E se..., e se..., e se...? Como fica? E se você for uma mulher? Onde está o "golpe" de chutar os genitais do estuprador? E se for um adolescente desacompanhado? Onde está o seu spray de pimenta? E se você é um daqueles indivíduos que andam "preparados", cadê sua pistola .380ACP, se o ataque literalmente cai em cima de você? Ou você ainda acha que ninguém consegue tomar sua arma? Pois é..., agressões sérias costumam ser assim, de emboscada, traiçoeiras, insanas e abruptas. Nesses momentos talvez as únicas coisas que estejam imediatamente ao seu alcance sejam suas características mentais, seu aprendizado, e sua capacidade em adaptar-se de imediato, para se valer de uma caneta, uma chave, um adorno de cabelo, suas mãos nuas... É de se esperar que a cartilha "modelo bateu-levou" de defesa pessoal entre em colapso na mesma hora, diante do susto, da imagem do oponente, ou da lâmina brilhante que dança para lá e para cá.

Em nossos círculos de treinamento não se apregoa e não se ensina "defesa pessoal". Treina-se o estudante de forma curricular, com tudo o que ele deva aprender e, na medida que isso ocorre, ele vai sendo ensinado a interagir e agir de maneira livre e criativa, adequando de imediato suas respostas aos ataques e ameaças da maneira que esses se apresentem. Ele aprende a perceber, avaliar e AGIR de maneira natural, com correção e eficácia, seja com armas propriamente ditas ou improvisadas ou desarmado, para defender a si mesmo e a outros, afastando ou pondo fim a uma agressão.

Nos círculos do Kali 1307, como já dito, prevalecem a amizade sincera, a leveza, o bom-humor, a tranquilidade e a alegria de aprender. Mas ninguém se esquece dos objetivos interiores e vitais, comprometidos com o autoconhecimento, o adestramento das emoções e do medo, o desenvolvimento da inteligência e do raciocínio, a melhoria das habilidades físicas, a cultura da Virtude e da Disciplina, o fortalecimento do caráter e o senso realista do valor da vida e da mortalidade humana. Na medida em que evolui, o ser humano passa a se defender melhor e mais conscientemente, pois tudo o que ele é vai se tornando compreensível e passível de ser submetido à própria vontade. Esses são os valores verdadeiramente ativos diante de qualquer combate, seja nos momentos críticos, em que se luta para continuar vivendo, seja diante dos inúmeros percalços e obstáculos que cada um enfrenta através da incrível jornada que é a existência humana.

Por enquanto é isso, amigo leitor. Sinta-se à vontade para comentar e nos dirigir suas dúvidas e outras sugestões que lhe vierem à mente. Teremos prazer em responder.

Forte abraço.

Até a próxima postagem.

Mabuhay!


R.Teixeira.


Leia também, clicando nos links abaixo:

Parte I - Introdução

Parte II - Como surgiram as FMA

Parte III - Como funcionam

Parte IV - As armas do Kali

Parte V - Com as mãos vazias


Parte VII - O Kali diante do mundo

Kali MG - treinamento combate faca família

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Kali MG - treinamento combate faca família

Kali MG - treinamento combate faca família

Kali MG - treinamento combate faca família


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Agora, sim! Sinal verde para Pekiti Tirsia Kali no Círculo Militar!




A partir do dia 11 de junho de 2014, conforme anunciado, começam os treinos de Kali (Sistema Pekiti Tirsia) no Círculo Militar de Belo Horizonte. As sessões serão ministradas pelo representante do PTK-Brasil para o Estado de MG, o professor Moyses Perillo de Carvalho, presidente da AMK - Associação Mineira de Kali, com auxílio de membros de sua equipe.

Para quem não conhece, "Kali" é uma das denominações que recebem as Artes Marciais Filipinas, que se distinguem das demais por serem baseadas no amplo uso de técnicas com armas, complementadas com técnicas de mãos vazias, formando muitos sistemas altamente versáteis e eficientes de artes marciais que existem. Dentre esses destaca-se o Sistema Pekiti Tirsia Kali, adotado pela AMK.

Pekiti Tirsia Kali é um dos mais eficientes e completos sistemas de artes marciais filipinas que existe. Ensinado em cerca de trinta países, ao público em geral e junto a muitas das mais respeitadas forças militares e policiais de elite do mundo, representa tecnologia de ponta em combate com lâminas e desarmado. Trata-se de mais que uma arte marcial, mas de um completo sistema cultural ("blade culture"), como bem definido pela autoridade máxima e legítimo herdeiro do Sistema, o Grand Tuhon Leo T. Gaje Jr. Pekiti Tirsia, como também definido pelo Mandala Karl Greiner, diretor do PTK-Brasil, é um Sistema de Artes Marciais Filipinas onde tudo é simples, mas que é surpreendentemente rico em possibilidades.

Pekiti Tirsia é feito para a vida, para o equilíbrio, para a saúde, para o desenvolvimento humano em seus melhores aspectos, conforme sua própria filosofia anuncia e sua vivência demonstra. E para proteção pessoal ("defesa pessoal") pouca coisa se compara em termos de praticidade, efetividade e objetividade. Simplesmente, 100% funcional!

Além dos treinos de Kali, uma novidade serão as aulas de Haidong Gumdo, arte coreana da espada, que já conta com um dedicado grupo de praticantes em BH.

Não perca!

Quartas-feiras - Círculo Militar de Belo Horizonte. Av. Raja Gabaglia 350.
  • 19:00 às 20:00 - Kali (Pekiti Tirsia)
  • 20:00 às 21:00 - Haidong Gumdo (Espada Coreana)

Sábados - Praça Santa Catarina Labouré - B. Dona Clara - BH: 
  • 08:30 às 10:30 - Kali (PekitiTirsia)
Contatos e informações:
  • Moyses Perillo - 31.9209.0091 - amkalimail@gmail.com
  • Ramon Teixeira - 31.9911.1526 - amkalimail@gmail.com

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Vamos, galera!

Você já deve ter visto este cartaz no Facebook. Trata-se de mais uma chamada para o grande evento do Pekiti Tirsia Kali, que ocorrerá em novembro, capitaneado pelo Grand Tuhon Leo Gaje.

Esperamos que praticantes de Filipino Martial Arts de todos os lugares compareçam, pois será um encontro especialíssimo, de porte internacional, que contribuirá imensamente para o desenvolvimento de cada um nessa arte sem igual, que tem no Sistema Pekiti Tirsia um de seus mais sólidos paradigmas.

Igualmente contamos com a participação de todos os que desejem dar os primeiros passos, aprendendo diretamente com a maior autoridade viva do Sistema PTK. A vocês, que sempre quiseram aprender uma arte marcial, mas ainda não encontraram "aquela certa", convidamos a conhecer o Kali. Independentemente do grande evento, que tal experimentar?

O Kali é uma arte marcial de origens muito antigas, porém, incrivelmente moderna em conceitos e tecnologia, apta a atender a todas as necessidades atuais, sejam estas ligadas ao bem-estar e à saúde, sejam ligadas à natureza primordial da arte, ou seja, o combate, a defesa pessoal, com eficácia incomum e variadíssimas possibilidades. O Kali incute equilíbrio, desenvolve a capacidade de tomar decisões sob "stress", aumenta a agilidade, gera domínio sobre reações reflexivas (muitas vezes inadequadas), enfim, amplia a consciência em muitos aspectos. É uma arte marcial viva e para a vida. Não incorpora violência no aprendizado (mesmo sendo uma arte "de armas"). Desenvolve de maneira real (e muito concreta) a autoconfiança e as capacidades físicas. Consolida o senso de responsabilidade e o respeito ao próximo. Além do que, ousamos afirmar, sua prática se dá em grupos onde predominam a amizade sincera, o convívio sadio e o clima de alegria. Por tais motivos, amigo leitor, e por muito mais, volta e meia estamos aqui a incentivar, a convocar você, para se juntar a nós, para que venha conhecer e experimentar essa arte marcial que tanto amamos. Adoramos compartilhar o que é bom!

Forte abraço!

terça-feira, 15 de abril de 2014

Terceiro Seminário Pekiti Tirsia Kali Minas Gerais

Que a Associação Mineira de Kali é hoje [provavelmente o único] repositório ativo das autênticas Artes Marciais Filipinas neste território de montanhas alterosas, não resta a menor dúvida. Nos dias 05 e 06 de abril de 2014 a AMK realizou o Terceiro Seminário Mineiro de Pekiti Tirsia Kali, ministrado mais uma vez pelo Professor Karl Greiner, diretor do PTK-Brasil.

Na ocasião foi aferido o desenvolvimento do grupo mineiro e diversos aperfeiçoamentos implementados, visando a uniformidade curricular e o bom desempenho técnico dos estudantes.

Além dos refinamentos e ajustes, sempre tratados com máximo zelo e alto grau de exigência pelo Professor Karl, o evento serviu como etapa preparatória para o Pekiti Tirsia Training Camp, iniciativa pioneira, que terá lugar no mês de novembro deste ano, sob o comando da autoridade máxima do Sistema, o Grand Tuhon Leo Gaje.

O seminário foi, ainda, ocasião para recepção formal de um novo membro da Associação Mineira de Kali, que, além de tomar parte no treinamento regular, passa integrar o corpo diretor da entidade. Trata-se do Sr. Daniel Carvalho [“Jarrão”], artista marcial com sólida formação em Jiu-jitsu e Muay Thai, que também dirige a excelente comunidade Defesa Pessoal com Lâminas junto ao Facebook. Aproveitamos o momento para saudar o amigo Daniel, desejando-lhe uma caminhada plena de aperfeiçoamento e contribuição no âmbito de nossas amadas Artes Marciais Filipinas.

Para terminar, gostaríamos de deixar registrado nossos mais sinceros agradecimentos e um rasgado elogio ao amigo Karl Greiner. Mais que um excelente professor, o homem é um autêntico devoto do Pekiti Tirsia, que ele transmite com incansável dedicação, ética irrepreensível, extraordinário cuidado e com bom humor capaz de impor leveza ao mais árduo dia de treinamento. Sem dúvida, autoridade maior do Sistema em nosso país. Salve, Karl! Seus alunos mineiros o saudam!

Aos que desejarem conhecer e dar os primeiros passos no Kali fica a noticia: Em breve teremos mais, no Quarto Seminário Mineiro de Pekiti Tirsia Kali. Aguardem... 


  • Movimento consciente, fluente, adaptativo e preciso são da essência das Artes Marciais Filipinas...
















  • Na alma do Sistema Pekiti Tirsia Kali reside uma sofisticada tecnologia de uso de lâminas...















  • Usar lâminas, também pode significar termos apenas a arma do oponente "à nossa disposição..."




















  • De várias [não de todas] técnicas de lâminas nascem as de outras armas, como as de dulo-dulo [palm stick]...


















  • Pekiti Tirsia Kali também é das mãos vazias..., embora a "influência" das lâminas esteja em cada movimento.