sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Letal, ou não letal, eis a questão...


Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de provações
E em luta pôr-lhes fim?

Hamlet (William Shakespeare)


- I - 
As pessoas que vêm ter conosco, seja como estudantes curriculares, seja nos cursos e nos seminários, volta e meia levantam questão sobre a natural letalidade das artes marciais filipinas, especialmente aqui no “nosso negócio”, o qual não contempla um aspecto competitivo ou esportivo sequer. Esse tipo de questionamento surge não porque a natureza letal do Kali mexe com as consciências, mas pelo fato de você, leitor amigo, estar aprendendo “uma coisa que mata”. Daí, senhoras e senhores, eis que se abre uma porta para o mundo das confusões que jaz no íntimo de cada criatura! Vamos ver se conseguimos lançar alguma luz sobre esse tipo de dúvida que quase todos carregamos…

Como dito acima, o que em princípio parece ser um problema, um drama de consciência, uma ameaça a uma série de importantes “instituições” das almas mais evoluídas, educadas no lar, espiritualizadas, que possuem um senso moral calcado no bem de todos, que valorizam o conhecimento, o trabalho e uma vida correta, não é fato das coisas letais e “perigosas” em si mesmas, uma vez que essas não constituem uma violação (virtual ou real) do que quer que seja dentre as mais altas virtudes da vida. O que é comum ocorrer é uma sensação desagradável no plano das emoções, que provém da “afronta” que a ideia de aprender algo letal impõe sobre partes de nosso modelo de mundo, esse conjunto de percepções fixas em padrões, espontâneas ou adquiridas, resumidas numa negativa “opinião” íntima sobre “aprender algo que mata”.

Observe bem: “aprender uma coisa que mata” e NÃO “aprender a matar”. Percebe a sutil diferença? Consegue perceber que, embora guardem semelhanças aparentes, as frases produzem impressões diferentes em você? Responda… Mas faça o seguinte para responder: Não busque “a explicação”, “o porquê”, pois esta seria uma racionalização e um ponto final insatisfatório, assumindo que o “porquê”, embora funcione como justificação racional, legal, moral, permissão consciencial, autorização interna, não tem o poder de fazer com que você compreenda algo de verdade. Abstenha-se das explicações e procure observar o COMO essas sutilmente diferentes proposições impressionam você. De que maneira elas confrontam e contrariam algo dentro de você? Como uma pode ser mais confortável (e aceitável) que a outra? Busque, de espírito desarmado, compreender quantos aspectos lhe vierem à mente, como cada uma uma das duas ideias mexe com suas emoções, e tudo mais que puder descobrir. Então, aí sim, a probabilidade de obter uma resposta muito boa, autêntica e satisfatória passa a ser grande, sem que você precise inventar desculpas (conscientes ou não) para experimentar coisas novas e produtivas, aqui, no caso, para continuar a estudar o Kali com o prazer e a alegria que o treino lhe proporciona.


- II - 
Nossa proposta é (e, com a Graça de Deus, sempre será) prover Educação, em aspectos que hoje são largamente negligenciados, os ligados às relações interpessoais e os conflitos inerentes às mesmas, que podem facilmente chegar a extremos. Parece uma proposição psicoterapêutica, não é mesmo? E, de fato comporta algo de "terapêutico", no sentido de que muitos benefícios, em diversos setores da vida, surgem da prática e compreensão de uma arte de combate, como se verá no correr deste texto.

Aprender a falar e andar, ter boas maneiras e polidez, ler e escrever, aprender matemática, estudar a língua natal e outros idiomas, enveredar-se pela ciência, pela religião, pela arte, tudo edifica a alma humana. Nosso esforço de contribuição, aqui representado pelo Kali, não é o de vender nossa arte, pois a adesão ocorre na medida em que alguém encontra no Kali um sentido mais forte e um caminho que possa preencher anseios de conhecimento em sua vida. O que “vendemos” agora é o conceito de que aprender a lutar, a se defender, a preservar a vida e a incolumidade própria e de terceiros é parte importantíssima, diríamos até fundamental, da educação.

Teorias contrárias, seja de natureza “ideológica”, política, religiosa, não nos interessam e, desculpem-nos, as reputamos argumentação falida. Quando o tema é a preservação da própria integridade e a de outros a quem nos caiba proteger, todas as crenças e convicções caem por terra. Caem não porque sejam apenas inúteis, mas porque não resistem à crua realidade dos fatos violentos, revelando sua plena inutilidade em meio aos mesmos. Ah, não é assim? Você é do tipo que “têm certeza” de aceitar até ser torturado até a morte, antes de pensar em ferir alguém? Bonito pensar assim, não? Então, tenha a bondade de estender a mesma convicção aos seus filhos, pais, cônjuge e entes queridos o mesmo favor, de aceitarem ter suas vidas ceifadas ou estigmatizadas por uma violência brutal, dolorosa e excruciante, caso o infortúnio se apresente a você… Não gosta nem de imaginar tal coisa, não é mesmo?


- III - 
Nos lugares onde a vida acontece, isto é, nos lares, nas ruas, etc, não têm eficácia os avanços da civilização, o aparato de segurança pública, o ordenamento jurídico com seus diplomas que “protegem” isso e aquilo. Esses mecanismos sociais só fazem efeito quando o estrago já está feito. Se a boa conduta não é espontaneamente exercida, o que lhe resta é a parte educacional que a maioria negligencia, que é saber se defender, com e sem armas. Não é com “ou” sem armas. É com e sem armas.

As pessoas são ótimas em se tornarem agressivas e violentas, mas são péssimas em saber debelar uma agressão ou ameaça. São refratárias (a quase todo tipo de aprendizado) e acomodadas por um atávico epicurismo torto sobre uma plataforma de preguiça; confiam nas virtualidades protetivas estatais e privadas, e se fazem “empoderadas”, esquecidas de que não adianta berrar, nem desfiar bravatas quando a coisa emborca. As forças de Segurança Pública não são onipresentes e a legislação criminal (de qualquer país do mundo) funciona melhor para “socorrer” cadáveres e ministrar o castigo depois que o estrago está feito. Numa situação crítica em que você caia só há três considerações válidas: a Misericórdia Divina, sua aptidão defensiva e o agressor. A aptidão defensiva é que, muitas vezes, materializa a Misericórdia do Alto. Sim, não apenas para combater, porém, no mais das vezes (temos experimentado) desviando você (que sabe combater) dos caminhos ruins que levam às contendas.


- IV - 
Educação é, dentre outras coisas, discernimento. Quem aprende “uma arte que mata”, geralmente aperfeiçoa o próprio discernimento e passa a perceber melhor quando não seja necessário fazê-lo, quando se possa usar outros meios para evitar ou debelar um conflito, quando se chegue ao extremo e não haja outra alternativa. Lucidez é uma palavra que ilustra isto que dizemos. Eis alguns resultados dessa educação: abrir os olhos para o real valor das coisas que nos cercam; ter mais serenidade e segurança no trato com o próximo; aprender a perdoar mais e com mais sinceridade; renunciar às migalhas e ninharias pelas quais os estúpidos disputam até a morte; viver com mais tranquilidade, mais fé no bem e no amor; ter menos medo de viver; ser mais responsável pela própria conduta, pois o poderio adquirido exige ponderar e medir cada decisão e ação.


- V -
Sentimos muito informar, mas TODA arte marcial mata. Todas são feitas para matar, originalmente para guerrear, sem exceções; por isso se chamam marciais. E todas são mui educativas, não apenas considerando o que dissemos acima, mas todos os demais benefícios que de cada uma se pode obter no campo moral, comportamental, intelectual, espiritual, etc. Se muitas delas priorizam aspectos esportivos, e se outras renunciaram à sua natureza primeva é porque: ou se deterioraram, ou resolveram explorar outros aspectos da mesma educação tratada aqui, como o Muay Thai e o Jiu-Jitsu, artes que produzem gente com excelente têmpera moral, e que através do aspecto esportivo e competitivo transformam para melhor os espíritos mais indisciplinados, rebeldes, instáveis e debilitados. Isso é de um valor inestimável! E, ainda, desfiando mais um exemplo dessa educação a que aludimos, não podemos deixar de citar o Tai Chi Chuan, Kung-Fu cuja forte e eficiente marcialidade cedeu espaço ao cultivo da saúde através da harmonia do movimento. E por aí vai...


- VI -
Letal ou não letal, então…?

Quem pode mais, pode menos!

A natureza da arte; a natureza da arma, não importam tanto quanto importa seu posicionamento a respeito. Aprender Ninjutsu não torna você um ninja assassino. Aprender Kali não torna você um assassino ainda mais “assassinador”. Aprender a atirar não faz de você um ciborgue exterminador. Depende de você, do que pretende fazer com isso. Claro que se optar por sair por aí fazendo o mal, pode ter certeza que receberá a resposta adequada e ponto final. Viva pelo bem, do próximo, dos seus, de si mesmo e, caso o infortúnio venha aos seu encontro, quem dará a resposta adequada será você.

Ahhh…, mas você quer aprender só técnicas não letais, da mesma maneira pela qual se formou em medicina e se especializou em cirurgia sem suportar ver sangue.

Em termos de tecnologia marcial o Kali é 85% de muito estrago,10% de considerável estrago e 5% de pouco estrago. Acreditamos que assim não sirva para atender aos anseios de quem “precisa” saber se defender “preservando a integridade do oponente”.

Aí você resolve aprender uma arte mais conhecida, que talvez tenha o que você procura, por exemplo, o Jiu-jitsu. Que bom, você resolveu o drama da “matabilidade” do Kali, tão inconveniente para sua índole “da paz”. E tome treino forte de Jiu-jitsu! Então, você aprende mata-leão, triângulo, guilhotina, um monte de chaves cervicais e outras tantas coisas feitas para despachar o adversário, dolorosamente, para o buraco ou para uma vida regada à fisioterapia. E agora, como é que fica? Esse é o ponto em que você compreende que o "drama" da letalidade está com você e não com a arte, nem com a arma.


- VII -
Quem pode mais, pode menos!

Nossa modesta opinião é de que o melhor a se fazer, nesse campo educacional da autopreservação e do respeito mútuo, é aprender de uma extremidade a outra. Quer dizer que entendemos que se deve aprender algo que mata, algo para conter, algo para dissuadir. Até aprender a conversar direito ajuda. Quem pode mais, pode menos!

No âmbito da defesa pessoal, não advogamos o “desmobilzar” o adversário “preservando sua integridade” como necessidade de primeira grandeza, pois essa postura reputamos irreal, despropositada, irresponsável e até suicida. Exceto pela via da desistência do agressor, ou da dissuasão, pretender que ele saia ileso é ingenuidade, em nossa concepção de defesa eficaz.

É nossa postura institucional, pessoal e pedagógica, edificada sobre o ancestral e permanente princípio de que, ab origine, as lutas são inconvenientes negociações em que a vida ou a morte prevalecerão para um ou ambos dos lados; que o uso da força PODE e merece ser REGRESSIVO, na medida que o oponente se apresente mais ou menos danoso em potencial objetivo. E por potencial objetivo de dano queremos dizer que se o agressor está armado (mesmo que não tenha prenunciado o uso da arma), ou se o mesmo é mais forte (na aparência física ou em número), ele estará situado no nível extremo de repulsa, ou seja, apto a ser rechaçado com 100% de força letal. Se, por outro lado, se apresenta despejando uma chuva de insultos e bravatas, enquanto não progrida na agressão é considerado no baixo patamar de uso de força, ou de mera dissuasão. Ficou mais claro? Ótimo...

Quem treina “uma coisa que mata” certamente tem mais opções (não letais) do que quem só se aplica a aprender uma “coisa que não mata”. Lembre-se do noticiário e responda: Quem é que sai por aí matando por qualquer coisa, as pessoas treinadas ou as leigas com sua ferocidade natural? Quem sai mais por aí “fazendo merda” são as pessoas de boa conduta que têm artes e armas letais ou os “nervosinhos”, exaltados, “noiados”, “bebuns”, “frustrados”, “revoltados da vida”, baladeiros brigões, torcedores vândalos e outros tipos imbecis que há por aí com ou sem armas?

Reforçando: O treinamento de uma arte, ou de um conjunto de técnicas, sobretudo armadas, de natureza letal, não significa que sua natureza, pacífica e ordeira, será corrompida e transformada em algo selvagem, cruel e desumano. Significa que você vai adquirir um conhecimento que, sem dúvida, importará no aumento de seu poderio pessoal com benefícios e, por outro lado, exigirá mais responsabilidade e discernimento.


- VIII -
Uma palavrinha sobre armas ditas “não letais”.

Seria um sonho poder ter uma arma que detém, mas não machuca ninguém, não é? Existe uma que tem esse fantástico poder. No modo “atordoar” ele desmaia o alvo, que cai suavemente ao chão e depois acorda sem um arranhão. Quem é fã de Star Trek sabe, é o Phaser, aquela pistola de raios da galera da Enterprise. No modo letal, porém, o Phaser vaporiza até o CPF do agressor, sendo portanto uma arma 50% não letal e 100% fictícia.

Capitão Kirk já botou muitos inimigos para dormir com o Phaser no modo "atordoar"
No mundo real temos opções de armamento não letal que, por um no mínimo curioso entendimento por parte do Exército Brasileiro, é classificado para uso restrito (!). O mesmo que se dá com coletes de proteção balística; vai entender... Mesmo assim, vamos citar algumas armas “mais-ou-menos-não-letais-dependendo-do-uso”, ou “não letais”, porém sujeitas a imprevisibilidades que podem convidar a morte para o conflito. Vamos lá:

Taser – Você não pode ter esse tipo de arma, porque o Exército Brasileiro não deixa (talvez porque entendam que o uso civil pode dar início a um apocalipse zumbi). Trata-se de uma arma de choque elétrico que mostra um servição, pois costuma funcionar com êxito na maior parte das vezes, detendo sem necessariamente “letalizar” o alvo. De vez em quando o Taser não consegue derrubar alguns tipos de alvo, por motivos que são objetos de muitas indagações e especulações. E de vez em quando, também, o Taser conduz o alvo para o “lado de lá”, por provocar de falhas cardíacas e quedas com batida de cabeça. 

Há outros modelos com aparência menos alienígena, mas o que importa dizer é que essa bagaça funciona, mas é de uso restrito. Vai entender...


Stun Guns (Maquininhas de Choque) – Primas pobres do Taser, as Stun Guns são aquele tipo de arma não letal para o agressor, podendo ser letal para você, porque que vai o agressor puto por ter tomado um choque. Há quem diga que não, mas essas caixinhas elétricas são pura conversa fiada, pois prometem despejar no alvo a tensão de um raio com a amperagem de uma pilha palito. É um tal de 12.000 volts, 500.000 volts, 1.000.000 de volts pra cima e tome “poder”! E haja bizarrices no ramo das "poderosas armas de alta tensão": Lanternas que dão choque; bastões que dão choque; soco inglês que dá choque, dentre outras propostas "poderosas" das mais criativas. Saia fora dessa bagulheira!

Agora, para piorar as coisas e retirar de vez a credibilidade dessas "armas" de choque, imagine você agarrando o oponente para imobilizar e aplicando nele uma descarga com uma "arma" que dá um choque fortão. O que acontecerá? 

Mesmo que algumas sejam eficazes, não parece ser uma boa ideia usar essas engenhocas, por causa do eventual contato físico com o agressor...

Tão bizarro que nem comentaremos! Analise e chegue às próprias conclusões sobre este "poderoso" artefato. Saia fora dessas coisas loucas!

Lanterna que dá choque: Nem é uma stun gun de responsa, nem lanterna tática que preste. Aprenda a usar uma lanterna tática de verdade e esqueça essas coisas tronchas...



Spray de Gengibre – Já tivemos e testamos num “live action”. Não levamos em conta. Não comentamos. Não compramos mais.

Spray de Pimenta – Estes sim, fazem efeito. Existem uns com jato mais spray e outros com jato mais concentrado. Considere as condições ambientais antes de escolher um tipo ou outro de espargidor pois, suponhamos que você, esperando o semáforo abrir, sofra a abordagem de um maluco pedidndo “ajuda” com uma pedra, gargalo de garrafa, faca, ou na ameaça desamada mesmo. Você manda pimenta em spray e recebe metade de volta, pois está ventando… O jato concentrado, tipo esguicho, tem menos chance de se voltar contra você por força de fenômenos ambientais. 

Não letal, eficaz e funcional.


Caneta tática, dulo-dulo, soco Inglês (buku lima), blackjack – Como tudo que tem certa massa e serve para bater, a letalidade não é tão inerente à arma, mas ao modo de usá-la de maneira letal ou não. Essas armas causam danos consideráveis, mesmo que usados de forma não letal. Bons de ter e excelentes para uso com técnica correta. Saiba mais em "Um monstrinho para levar no bolso", texto em que tratamos dessas pequenas armas contundentes.

Escrever ou bater, eis a questão...

Dulo-dulo em um de seus inúmeros formatos e versões.


Mais versáteis do que a maioria imagina. 

Pequeno e pesado: Black jack em uma de suas várias versões. 

Lanterna Tática – Aí está uma coisa que a gente ama. A potência luminosa de uma “flash bang” (“bomba de efeito moral”) combinada com a rigidez de um dulo-dulo, faz da lanterna uma arma interessante. Considerada sob o aspecto da luminosidade fortíssima é uma típica arma não letal, muito eficiente, principalmente se a tática defensiva for a evasão. Muitas têm bordas em ressalto ou bisel, próprias para golpear o adversário, o que as torna semelhantes à caneta tática, ao dulo-dulo e outros instrumentos contundentes, podendo causar sérios danos. As lanternas táticas são de uma excelência ímpar quando usadas em conjunto com outra arma. Aí, letal ou não depende de você. 

Gostamos tanto dessa bagaça que temos e fazemos propaganda de graça do modelo. Há muitos fabricantes com produtos bacanas, que vale a pena conhecer.
Bastões (fixos ou retráteis), tonfas e outros porretes – Como as demais armas contundentes aqui relacionadas, podem se tornar facilmente letais, dependendo do uso, mas são das armas de impacto as com maior potencial de danos severos. 

Armas muito versáteis, eficazes e funcionais. Há para todos os gostos, necessidades e bolsos.

Tonfa... É.... Tem pra todo lado, né? Há quem goste...
Bastões podem nem sempre ser portáteis, mas vão do não letal ao letal. Até aquele fracassado do Negan andava com um porrete. Aqui em Minas Gerais chamamos de "pedadipau".


Chicote (em suas diversas versões) – Exceto o sjambok e aquele “açoite romano”, costuma ser doloroso e não letal, salvo se for aplicado como as antigas punições, que perduraram muito, como testemunha a história. Também, quem anda com um chicote por aí? 


Sjambok – Meio que chicote, meio que bastão, uma bagaça que pode ser ou não letal, mas que faz um estrago medonho onde acerta. O sjambok acelera muito com o movimento e contunde fortemente, podendo mesmo provocar lacerações. Quem anda com um? Eu ando, e dou a maior força pra quem quiser comprar um. 

Esse é da Cold Steel, feito em polímero. O sjambok é de origem africana e era feito de couro de hipopótamo. Era largamente usado na Africa do Sul, como arma para contenção de motins, nos tempos do tenebroso Apartheid.

Existe uma gama variada de armas “não letais”, algumas permitidas e outras não. Para nós importa mais que a técnica usada seja letal ou não letal, conforme dela se faça uso. Por isso achamos essa história de armamento não letal uma discussão que pode ser levada muito longe, pois como exemplificamos em alguns pontos deste pequeno texto, múltiplas e imprevisíveis variáveis podem agir durante o uso de armas ou técnicas inicialmente não letais, com efeitos colaterais indesejados, como a morte do oponente que deveria ser apenas controlado e contido.

Gostaríamos de falar sobre armas impróprias/improvisadas, pois é assunto que se encontra com o tema das coisas não letais, mas preferimos compartilhar esse conhecimento pessoalmente, nos treinos e cursos, pois temos uma abordagem bem interessante do assunto. A propósito, informamos que aqui, no Kali 1307, não gostamos desse negócio de “curso de armas improvisadas”, como aqui e ali se encontram oferecidos por “mestres reconhecidos por seu consagrado fodonismo”. Nós, não. Não somos mestres. Somos apenas uns jacus da roça, que não compactuam com esse tipo de comércio, por razões muitas, que não cabe declinar aqui. Mas, não se preocupem, pois na medida do possível, traremos para vocês conceitos bem úteis sobre o tema, para que as habilidades incomuns de vocês se expandam enriquecidas com vitaminas e sais minerais.

Até nossa próxima publicação, que será sobre as amadas (e viciantes) Lanternas Táticas.

Obrigado. Forte abraço. Deus os abençoe. Mabuhay!

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