quinta-feira, 30 de maio de 2019

Uma parceria que tem tudo para brilhar

Tudo aconteceu muito rápido, em pouco tempo, seguindo a cadeia da confiança e da amizade. Um certo aluno comenta com seu professor de BJJ, que comenta com seu sócio professor de Muay Thai, que liga para o professor de Kali, que namora a tia do aluno através do qual o professor de BJJ soube de nossa atividade... Resultado, ontem aplicamos um "aulão" no poderoso União CT, um dos melhores e mais bem estruturados Centros de Treinamento em Artes Marciais que tivemos o prazer de conhecer.  Nasceu assim uma parceria com forte inclinação para o sucesso.



Um "aulão" panorâmico não tem compromisso imediato com "aprender algo e sair sabendo", mas sim com conhecer, experimentar e daí se iniciar no treino. Num clima muito descontraído e divertido expusemos alguns conceitos e pusemos a galera para trabalhar.

O dojo estava lotado; muita gente veio para participar e outros tantos para assistir o treino de apresentação; muitos saíram mais cedo (atendendo aos seus horários), muitos ficaram estendendo o horário previsto para além do planejado. Entusiasmo era o que se via por todos os lados.



O Kali não é exatamente uma novidade em terras mineiras; estamos ativos já faz mais de uma década. Todavia, nos mantivemos não exatamente "fechados", mas restritos (digamos assim) respeitando a espontaneidade e a eletividade natural, que aos poucos foram aumentando os números de estudantes da arte letal. De uns poucos anos para cá algumas mudanças na comunicação, muitas delas promovidas pelo cinema e pela internet, deram ao Kali mais visibilidade em todo lugar. Para nossa surpresa, embora conheçamos pessoas e grupos de diversas partes do país, foi aqui em nosso querido Estado de Minas Gerais onde percebemos o maior e o mais forte interesse por nosso amado Pekiti Tirsia Kali, tanto que estamos presentes em alguns municípios próximos a BH e, em breve, na região sul do Estado. Aqui na capital, além do "templo" tradicional (conhecido como "a praça") desenvolvemos atividades junto a alguns parceiros antigos e novos, além treino "personal", seminários e workshops. No mês de Julho próximo vamos inaugurar nosso programa de cursos temáticos, específicos e com forte ênfase no campo da defesa pessoal. 

Nascido de algumas sólidas vertentes do PTK - Pekiti Tirsia Kali, o K1307 se consolidou e passou a evoluir sob a égide da  PTTA - Pekiti Tirsia Tactical Association, organização presente e atuante em escala global, comandada pelo Tuhon Jared Wihongi, um dos mais respeitados e conceituados mestres em PTK e instrutores táticos da atualidade.

Dito isto, esperamos por vocês - nessa nova turma junto ao União CT -  para que iniciem conosco a jornada por uma das mais fantásticas artes de combate que existem. 

Forte abraço!

Mabuhay!






sexta-feira, 24 de maio de 2019

Sobre defender-se de ataques com lâminas.


Uma certeza que muitas pessoas carregam, dentre elas muitos profissionais de segurança, é de que é fácil se defender com êxito de um ataque com lâmina. As crenças em torno de toda essa “facilidade” se apoiam nos mais variados motivos, dentre os quais seja porque o indivíduo “sabe lutar”, seja porque “pratica artes marciais”, seja porque “também anda com uma faca”, seja porque é “campeão disso e daquilo” e, o pior, seja porque porta uma arma de fogo, que é “superior a uma reles faquinha”. Não importa, qual seja a justificativa para achar que dá conta de enfrentar com sucesso uma agressão com lâmina, pois, no fim, quase todas são “certezas” subjetivas, opiniões superestimadas sobre si mesmo, e subestimadas a respeito do potencial letal das facas (e outros objetos cortantes, perfurantes e perfurocortantes).


No fundo, no fundo, todo mundo tem esperança em algo assim. Bom, se a faca não chegar primeiro, tudo bem...


Contra cada argumento que sustenta concepções errôneas há uma razão que os desmente. Não cabe aqui desfiar os mesmos, pois não é o objetivo deste texto, mas vamos lembrar de apenas um motivo que vale considerar, qual seja: A faca está sempre pronta para uso, pois não precisa de munição, funciona sem energia, trabalha sob qualquer condição climática e meio, não dá pane e é absolutamente controlável pelo operador. Isto mesmo. A faca só não é autônoma porque não tem vontade própria.

Faca funciona sempre, não resta dúvida. Esta aqui é a cara das nossas trainers... A propósito, ainda temos algumas. Quem quiser é só falar. :D

Reforçando um pouco mais nosso humilde arrazoado sobre a ilusória “facilidade” em se defender de um ataque com lâminas portáteis, vamos esticar um pouquinho sobre a controlabilidade da faca, com o intuito de ampliar o respeito e desmontar a valentia que possa suscitar o suicídio dos mais exaltados e “aptos”, em caso de um eventual encontro hostil. Vejamos... 

Quando dissemos que a faca é absolutamente controlável nos referimos, primeiramente, à versatilidade técnica com que pode ser usada. Até aí, tudo bem. Agora, quando paramos para pensar na controlabilidade sob o ponto de vista dos resultados que uma faca pode produzir, a coisa pesa, porque somos obrigados a considerar lesões nas quais ninguém gosta de pensar, tais como amputações, esfolamentos, perfurações oculares, seccionamento de músculos (o famoso “bife”, especialmente nos braços e antebraços, cortando fundo no sentido do membro em direção ao osso), cortes na traqueia (que vai engasgando e enchendo as vias aéreas de sangue), eviscerações, dentre outros pavores, compreendendo ainda a possibilidade de, incapacitado por um ferimento sofrer todo tipo de tortura baseada em cortar e perfurar. Pense nisto... Pense nisto, enquanto aprecia a pequena galeria de horrores abaixo do texto.

Obviamente, num plano amplo de pensamento, uma gama mais ou menos extensa de fatores norteia as possibilidades de uma boa e efetiva defesa em moldes realísticos. Esses fatores são, digamos, estratégicos, mais ligados à conduta geral do que à ação, que vão desde a óbvia e altamente eficaz boa educação e calma no trato com o próximo (sob qualquer circunstância), passando por uma boa seleção de onde se frequenta e com quem se anda, evitando-se o uso de drogas, abstendo-se ou moderando no consumo de álcool, não motivando desentendimentos banais, não querendo ser esperto(a) demais e por aí vai. Se isto que dissemos não for válido, conteste, mas mostre que estamos equivocados.

Já, num plano mais restrito de pensamento, para uma boa defesa devem ser considerados fatores, digamos, táticos, ligados ao comportamento imediato, ao conhecimento, ao treinamento. Frutos de desenvolvimento físico, emocional e técnico, esses fatores incluem toda sorte de aquisições em termos de habilidades, força, destreza, qualificação no manejo de uma (pelo menos) ou várias espécies de armas, capacidade de avaliação (ainda que superficial) de ambientes e pessoas, senso “preditivo” (não se trata de adivinhar, porém de “contar com...”, “estar preparado(a)” para o pior, ou, como diriam os antigos estóicos, “premeditar os males”) e treinar, treinar, treinar… E treinar não apenas para criar novos condicionamentos (erroneamente chamados “reflexos” e “memória muscular”), mas sobretudo para desenvolver a consciência do que se faz, do que se deve fazer e até das ditas “reações”. A lucidez deve coroar todo treinamento.


Daria para detalhar essa educação para a vida diária (que costumamos chamar de senso tático) em grandes volumes de texto, convocando para compô-los uma variada gama de experts (verdadeiros, não os da televisão), mas não é o escopo destes poucos parágrafos. Aqui pretendemos apresentar uma ligeira visão, nova ou conhecida dependendo de quem lê, de caráter essencialmente prático, ou seja, como se portar, o que fazer, o que evitar…

No Kali 1307 prezamos a simplicidade eficiente. Em se tratando de vida ou morte o simples e bem estruturado se sobrepõe a outros conceitos, por mais quem estes possam se mostrar “impressionantes” ou “poderosos” à primeira vista. Porque não há situações perigosas ou francamente violentas onde vamos enfrentar múmias, lesmas, tartarugas, ou bichos-preguiças. Aqui, na nossa ignorância, consideramos que todos os eventuais agressores são móveis, ágeis, fortes, duros, espertos, instruídos (tudo isto junto) e por este motivo não nos deixam executar contra eles aquela técnica “fodona” e repleta de firulas. Não, definitivamente não dá para fazer “isto-mais-isto-mais-aquilo” quando o pau quebra, quando as coisas explodem em violência. É “1” e acabou, ou “1 e 2” e acabou, ou, na pior das hipóteses, “1, 2 e 3” e acabou. Assim pensamos, assim pregamos, assim treinamos e assim compartilhamos, certos de que a influência determinante deste nosso entendimento é o Pekiti Tirsia Kali, a nobre arte que nos abriga.

Em breve o Kali 1307 oferecerá cursos e workshops voltados para defesa pessoal contra e com lâminas, dentre outros, todos com treinamento intenso e foco na sobrevivência.

Mantenha contato! Junte-se a nós! Obrigado e um forte abraço, amigo leitor!

Mabuhay!

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Pequena Galeria de Horrores abaixo do texto.


Estas fotos de extremo mal gosto são meras ilustrações do que dissemos parágrafos acima. Uma lâmina, sob força e aceleração corta e perfura produzindo espantosa variedade de danos. Se dói um ferimento de faca? Sempre aparece um para dizer que "nãaaaao, o sangue está quente e você não sente..." Ora, isto é uma meia-verdade tão fraca que chega quase a ser uma mentira integral. Lembra da última vez em que você se cortou e não doeu...? E, diga lá: Por acaso você já levou um soco, chute, ou algum impacto um pouco mais forte no abdômen? Pois é, os socos e os trancos mais comuns são impactos em baixa velocidade, baixa aceleração, baixa energia... Lembra da dor sentida no estômago, rim, etc? Pois é... Facas sempre operam em baixas velocidades (comparando com projéteis de arma de fogo ou de arremesso), logo, quanto à dor...

Vejam só e concluam se procedem as nossas palavras...











sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Prefeitura de Pará de Minas - Iniciativa nota 10.


Na última quarta-feira, 23 de janeiro de 2019, tivemos a honra de participar do evento “Pará em Movimento”, realizado pela Prefeitura de Pará de Minas, como iniciativa de promoção de atividades esportivas, lazer e vida saudável. Na oportunidade procedemos uma simples e breve demonstração, seguida de uma sessão de treino regular.

Por ter sido bem no meio da semana, nossa delegação foi reduzida, porém muito motivada, com aquela “alta voltagem” típica da galera de Pará de Minas. Presentes Luís, Júlia, Flávio, Rodrigo, Thayná, Walister e Ramon.

Agradecemos à Prefeitura de Pará de Minas, na pessoa do Sr. Ysthelon, pela consideração e generosidade do convite, bem como pelo apoio. Estaremos presentes ao longo do ano. Podem contar conosco!

Forte abraço a todos!
Mabuhay!


Acima - Da esquerda para direita: Luís, Júlia e Ramon
Embaixo - O mesmo aparecido da foto de cima, acompanhado dos Srs. Ysthelon e Walister
Nada para fazer antes de começar? Então, um treininho leve...
Nesta foto e na seguinte, a galera jovem que assistiu a apresentação teve a oportunidade de experimentar alguns princípios de nossa querida arte.


Esta foto é de um daqueles momentos mágicos, inesperados e muito gratificantes.  

Depois de participarmos, treino leve parte 2, com direito a um momento 100% Dragon Ball. Hahahaha!




segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Pará de Minas - Segundo seminário Pekiti Tirsia Tactical Association

Turma boa, produtiva e proativa é algo sensacional! Já parou para refletir e admirar o quanto é bacana quando alguém enxerga o valor do conhecimento e parte em sua busca? É realizador e gratificante a certeza de que o saber que se adquire há de contribuir para uma vida mais iluminada, ampliada em possibilidades, dotada de novos "poderes" e habilidades...

O que acabamos de dizer se aplica à nossa galera de Pará de Minas, que evolui sob a competente coordenação do Instrutor Maurício Rabelo. No último, 21 de outubro de 2018, mais um seminário curricular foi realizado lá, o "Evolution2". O propósito continua a ser o aperfeiçoamento e o acréscimo de conteúdos PTTA/PTK, de modo que o desenvolvimento se mantenha em bom ritmo e alta qualidade.


Seminários curriculares x Cursos específicos

Aproveitamos o ensejo para esclarecer que seminários curriculares têm finalidades evolutivas (para quem já treina), refinando o conhecimento já adquirido e os aumentando. Inclusive, esses eventos ajudam na obtenção de ranking no sistema, porque as graduações entre nós não se dão por fastidiosos e questionáveis* exames, mas pelo acompanhamento constante do estudante, observado o seu desenvolvimento técnico, participação, envolvimento, boa conduta na vida,confiança, interesse e apoio aos que dão os primeiros passos na arte, espírito de união verdadeira, amor ao conhecimento; enfim, espírito de família. Vá a quantos puder, pois os seminários só fazem bem.

Também há seminários de introdução. Como a própria expressão indica, visam apresentar a magnífica arte, de modo que os presentes possam vivenciá-la na prática. Esses eventos não são apenas noções para potenciais estudantes, pois neles são lançados alguns importantes fundamentos, que fazem bastante diferença para aqueles que decidem pela iniciação no Kali.

Os cursos são outra proposta. Abertos ao público, ou voltados para públicos específicos; isolados ou sequenciais, costumam ser oferecidos por temas ou disciplinas que contemplam certas habilidades ou necessidades específicas, manejo de determinadas armas, contenções, etc. Os cursos, em geral, têm natureza extracurricular, podendo conter disciplinas e/ou abordagens diversas do currículo oficial, correndo conforme doutrinas, formas e conteúdos outros, afins ao K1307, sendo por isso certificados exclusivamente por esta organização. Há, também, cursos ofertados sob a égide do PTK/PTTA, sendo esses assinalados e promovidos como tal.

Voltando ao tema deste artigo, o segundo seminário em Pará de Minas foi marcado, ainda, pela franca participação dos recém autorizados instrutores, os Srs, João Pedro e Walister, que tiveram a oportunidade de colocar em prática sua expertise num evento desafiador, que contou com estudantes bastante exigentes, de ascendências marciais e experiências variadas. Mandaram muito bem!

Para terminar, nossos mais sinceros agradecimentos à Prefeitura Municipal de Pará de Minas pelo gentil e imediato apoio para a realização do evento.

Desejamos ainda mais progresso a todos! 
Forte abraço! Até a próxima! 
Mabuhay!

A medida é para manter as cabeças no alcance das armas. O incentivo à boa execução é maior assim... :D
 

Nada melhor que um facãozinho real para ajustar certos detalhes. Como dizemos no K1307: "O facão corrige".

O Maurício só escolhe bons lugares. Dentro, um ginásio ótimo. Fora, um espaço arborizado. Pangamut à tarde.


Da esquerda para a direita: Srta. Júlia (a mais jovem integrante do Kali 1307; muito talentosa e promissora); Instrutor Maurício Rabelo; Sr. Luís (pai da Júlia e exemplo de habilidade e dedicação aos treinos).



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*Não condenamos exames, pois fazem parte das honrosas tradições de muitas artes marciais. Todavia, os reputamos questionáveis, porque seguem a mesma mecânica do "estudar para a prova", "estudar para passar", que não costuma responder à verdade em face do conhecimento efetivamente adquirido. Quem quiser contestar que o faça, porém, primeiro responda o porquê de tanta incompetência e inépcia entre tantos dos que "passaram" seja lá em que for...







terça-feira, 23 de outubro de 2018

Pencak Silat Panglipur - Uma arte irmã. Um tesouro a ser conhecido.

Aqui no K1307, como enunciado em nosso perfil institucional, abrimos espaço para artes correlacionadas ao Kali, tipicamente voltadas para o combate. O Pencak Silat Panglipur, capitaneado pelo pioneirismo do Kang Luiz Metzker é exemplo vivo de nossa postura. Temos a honra de, como simples estudantes, integrarmos a primeira turma da Escola Panglipur na América Latina. Alguns membros do Kali 1307 têm treinado regularmente e atestado visível enriquecimento em seu cabedal marcial. Como costuma dizer o Kang Luiz, "o Pencak Sital e o Kali são artes irmãs" e, de fato, as semelhanças e conexões entre ambas são surpreendentes, surpreendendo mais ainda a diversidade e a originalidade com que os conceitos parecidos se apresentam, O Panglipur é um tesouro a ser explorado. Vale a pena aprender.

No dia 14 de outubro de 2018 o treino foi ministrado na nossa querida praça. Técnicas tradicionais de Karambit e Sarong foram os objetos do treinamento, que foi muito proveitoso e admirado pelos participantes.

Quem desejar conhecer e iniciar a caminhada por essa incrível arte, pode falar com o Kang Luiz:

Luiz Metzker
55  31  99942.4232 (Telefone/WhatsApp)
Pencak Silat Panglipur Brasil (Facebook)
@metzker90 (Instagram)

Agradecemos à fotógrafa Marina Nolibos pela cessão das fotos para este artigo.

O que um "paninho sem vergonha" pode fazer contra mim? Uma pressão descomunal e um trapping invencível, certamente.

Quando a execução da técnica termina, aí sim, você tem a resposta completa... Técnica de sarong: Top!
Está faltando você nesta foto. Venha para a próxima!



quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Equipamento de treino - O basicão.


Ainda não nos deram notícia de que alguma outra arte de combate leve o adepto a juntar tantas "quinquilharias" quanto as Artes Marciais Filipinas. É bastão que nunca é o bastante; é faca de todo tipo: grande, pequena, fio duplo, neck knife, canivete, karambit fixo e dobrável, dulo-dulo, soco inglês (buku lima), lanterna tática, push dagger, chicote, machado, tomahawk, sjambok, kukri, golok, barong, facão (facão corrige), black jack, facas que dão choque, armas de fogo. Tudo em versão de treinamento, obviamente. É tranqueira que não acaba mais.

Verdade; sempre queremos um pouco mais de material. Isso é bom, especialmente se você almeja se tornar um(a) instrutor(a). Mas você não precisa entrar numa de virar um(a) tarado(a) com equipamentos, embora essa tendência vá surgindo na medida que seu conhecimento e sua habilidade vão aumentando. Hahahaha! Isso, também, não tem nada de mal, só o peso da bolsa.

Se você é “meio” mão de vaca, ou imune às tentações, pelo menos em termos de material de treinamento você pode se ater ao mínimo indispensável.

Considerando que você resolveu treinar para valer e progredir, o básico é:


- Uniforme: Camiseta da Família K1307; uma ou duas (ou até mais, pra não ter de lavar todos os dias).

- Bastões: Um par. Sim, um par. Lembre-se que o Kali tem os chamados sinawallis e outras técnicas com uso de duas armas.

- Facas: Duas. Qual o tamanho? O adotado como padrão, normalmente cinco polegadas, o tamanho médio das facas de combate militares. Nem grande, nem pequena, mas apta a desenvolver o senso correto de distâncias e exatidão de movimentos.

- EPI (Equipamento de Proteção Individual): Óculos de proteção. Aqui, no Kali1307, os óculos de proteção são os únicos materiais obrigatórios. Somos meio “old school” e nossa filosofia tem fortes e convincentes razões para que você evite treinar de “armadura” (por crer que “blindado” você poderá treinar “realisticamente”). Porém, não saia por aí achando que qualquer tipo de óculos serve. Clique aqui e descubra quais tipos de óculos...

Fechou. Com esse basicão você está com equipamento completo para cobrir todas as fases do aprendizado. Claro que, na medida em que você cresce, como dissemos antes, vai querer aprender e se aperfeiçoar no uso de outras armas. Aí começa a coleção de “brinquedos”. Vá adquirindo aos poucos, mas aprenda de tudo.

Siga em frente com alegria, ânimo e dedicação! Seja rica a sua jornada pelo Kali! Ótimos treinos para você!

Mabuhay!


Certamente, você ainda não tem uma bolsa dessas. Mas há de ter...  Hahahaha!


EPI - Os zóco que nos protege os zóio

Por motivos óbvios, assunto comum em nosso meio é equipamento de proteção. Embora o Kali não seja uma arte feita de “porradas certas e obrigatórias” – a exemplo do Boxe e o Muay Thai, onde o uso de protetores de cabeça, boca, luvas e caneleiras são fundamentais para o treino seguro – é altamente recomendável o uso de algum equipamento de proteção, afinal, ser atingido por armas (ainda que por um levíssimo bastão de rattan) costuma ser bem mais danoso que levar um soco.

E nessa questão do “o que usar”, o que não faltam são visões diferentes, todas válidas, variando a filosofia de cada grupo de praticantes.

Aqui, no Kali 1307, depois de usarmos um pouco de quase tudo (capacetes, protetores de braço, luvas de diversos tipos, protetores de tórax…) concluímos que o que nos serve mesmo são os óculos de proteção, daí serem obrigatórios no kit de cada um. Os motivos de não adotarmos outros equipamentos? Todos de ordem prática, fundados numa filosofia simples. Pense um pouco e chegará à compreensão…

Há quem goste de usar luvas, para evitar bolhas e calos nas mãos. O autor deste texto costuma usar, de vez em quando, para evitar eventuais escoriações e “bifinhos” de pele arrancados por eventuais esbarrões (o que não ocorre sempre). Às vezes, num drill de bastão a mão leva um ou outro toque (toque é eufemismo), aí o amigo Cataflam spray resolve… Bom, óculos são o mais importante

Todavia, nem todos os óculos EPI se prestam às nossas práticas. Por que? Por dois motivos simples, quais sejam material de composição e/ou design impróprios:

- Assim, não prestam se não forem feitos de material como policarbonato ou outro polímero de alta resistência e tenacidade. 

- Não prestam aqueles com design aberto, sem fixação robusta de lentes, com bordas desprotegidas (podem cortar ao redor dos olhos), os que ficam colados nos olhos, dentre outras fragilidades. 

Informe-se sobre a marca, certificado (CA) e escolha o seu, lembrando-se que é um acessório de grande importância antes de tudo; estética vem é o que menos importa.


Vejamos alguns exemplos:


1. Óculos de ampla visão - Os ideais para nossos treinos. Em geral têm excepcional resistência, protegem totalmente os olhos (e parcialmente o nariz) e podem ser usados sobre óculos de grau. 



2. Óculos pequenos e estruturados - Servem para nossos treinos. Têm alta resistência, protegem satisfatoriamente os olhos. Alguns são dotados de lentes escuras e podem ser usados como óculos de sol. Outros são espelhados, chamados "in/out", servem tanto para o dia claro, quanto para a noite. Observem os visíveis detalhes de construção e design.



Modelo feminino.


3. Óculos impróprios - Não se prestam para nossos treinos. São óculos de "laboratório", ou voltados para proteção contra pequenas partículas volantes e só. Sob impacto direto partem nos mais variados e perigosos locais, cortando, perfurando ou contundindo seriamente os olhos. Observem os detalhes de construção e design.





Há quem confie nesta coisa... Eu, não!




sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Honrando a Casa


Neste mês de Setembro de 2018, nossa amiga Natália, ora residente na Espanha, participou de um grande evento Pekiti Tirsia Tactical Association, conduzido pelo Tuhon Jared Wihongi e três grandes expoentes do PTK, o Agalon Mickael Dolou (agora Mandala, parabéns Mickael), Mandalas Kit Acenas e Eric Laulagnet.

Para nós aqui é um grande orgulho, pois “Nathy” não é uma apenas uma estudante PTTA/PTK. Ela faz parte dos fundadores do Kali 1307, e desde os primeiros passos sempre mostrou dedicação e amor pela arte. Desde que se mudou para a Europa não tem medido esforços para prosseguir treinando.

Parabéns, Nathy! Forte abraço!

Mabuhay!




É... A Nathy tem razão... Por aqui ninguém tem um desse. Hahahaha!


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Primeiro Seminário Pekiti Tirsia Tactical Association em Pará de Minas


No último domingo, 16 de Setembro de 2018, tivemos a honra e a alegria de realizar o primeiro seminário curricular na cidade de Pará de Minas, para a turma conduzida pelo Instrutor Maurício Rabelo (que atua, também, nas cidades de Itaúna e Pitangui).

A turma se reunindo no Parque do Bariri, em Pará de Minas. Local super bacana para treinos ao ar livre.
À esquerda, o Instrutor Maurício Rabelo e os recém graduados senhores Walister e Eduardo. Ao centro as girls e à direita quatro marmanjos. Galera boa de serviço!

A turma é recente, contando com pouco mais de três meses de existência. Porém, o que vimos não foi um grupo amorfo e desconectado. Vimos estudantes caminhando com desenvoltura e segurança. Indivíduos atentos, dedicados e competentes, do tipo que tem “sangue nos olhos” o bastante para acompanhar, com visível aproveitamento, seis horas de trabalho quase ininterrupto, conteúdo massivo e exercícios intensos, alternados por algumas curtas preleções versando sobre princípios, detalhes e ajustes finos na execução das técnicas. Chamamos o evento de “Evolution” por óbvias razões de acréscimo de conteúdo curricular e refinamento de alguns aspectos do conteúdo já ministrado pelo Sr. Maurício. Ótimo desempenho da turma: Mérito dos alunos. Mérito do excelente instrutor.


Começou cedo. Sem "aquecimento". Sem perda de tempo. E sem refresco. Seis horas de treino...
Aproveitamos o ensejo para promover três dos mais antigos, dedicados e experientes membros do Kali 1307 ao ranking de Yakan Dalawa, os senhores Eduardo, João Pedro e Walister que, ainda, por comprovada experiência, capacidade técnica e talento na transmissão de conhecimento aos demais estudantes (e por assim desejarem, tendo para tal passado pelos devidos refinamentos) receberam o grau de Authorized Instructor Team Leader, conforme a autoridade a nós outorgada pelo Tuhon Jared Wihongi, a quem agradecemos (mais uma vez) pela confiança depositada em nosso humilde trabalho em prol da nobre casa Pekiti Tirsia Tactical Associaton.

Parte da tarde... Pangamut. Faca de manhã. Bastão e mãos vazias após o almoço. 

Firmes, fortes e ferozes. Exemplos de determinação e tenacidade. Parabéns, garotas!


Obrigado e parabéns a todos!

Em breve, muito breve, mais um encontro: Evolution2. Porque o refinamento deve ser constante.

Mabuhay!